Era assim que se devia ter chamado o concerto de hoje!
"Os amigos de Mariza" também servia. Agora o "Mariza e Amigos" fica um pouco aquém daquilo a que assistimos!
Isto porque, na minha humilde opinião, os amigos cantaram muito (até demais) e a Mariza cantou (muito) pouco. Na verdade, pelo que se ouvia nos corredores no fim do concerto, havia mais humildes opiniões como a minha.
É verdade que o concerto durou quase três horas, mas as paragens foram mais que as mães, e cada vez que ela saía de palco levava uma eternidade a voltar (é verdade que o vestido era uma obra de arte, mas não era lá muito prático), o Ivan Lins deve ter cantado quase tantas músicas como a Mariza e os duetos que esperava ver (que ingénua...) foram poucos e curtos
No entanto houve coisas mesmo muito boas: uma sala esgotada, uma secção rítmica fantástica (e fantástica é pouco), o Sr. Carlos do Carmo ainda para as curvas, o Sr. Tito Paris em forma mas acima de tudo, é claro, a própria Mariza e aquela voz... Oh, aquela voz!
Por diversas vezes senti um arrepio que me ia da ponta dos cabelos aos dedos dos pés, já para não falar das lágrimas que me vinham aos olhos (também não é difícil por-me a chorar)!
Como é que é possível que tenha perdido o Grammy para estes senhores? Oiçam que vale a pena!
No geral foi um concerto bastante bom e poderia ter sido ainda melhor se não fosse a maldita acústica do Pavilhão Atlântico (aquele eco é inaceitável) e as bufas mal cheirosas de um dos nossos vizinhos.