
...e eu não seco o cabelo com secador nem uso maquilhagem!
Ser gaja pode ser uma seca e não nos dão o devido valor por isso!
Tenho saudades do tempo em que só havia shampoo Timotei e o creme Nivea em lata servia para tudo até como protector solar!

De facto, não favorece!

É impossível não pensar no estupor do Tweety cada vez que alguém fala do Twitter! Quando ultrapassar o trauma talvez me dedique à nobre e tecnológica arte do following.

Ide ver!
Está na Guilherme Cossoul ali para os lados de Santos.
Eu gostei. E não digo isto só porque o Ucra é meu amigo...

Bem, mas esta conversa toda para dizer que em Janeiro, na altura em que aponto os aniversários, decido também fazer uma pesquisa dos concertos previstos para os anotar na agenda.
Ora bem, este ano parecia, à partida bastante mais pobre que 2008.
Eis senão quando começam a aparecer as boas notícias:
Os The Killers vêm ao Super Bock e o Dave está de volta (lá terei de mexer uns cordelinhos para ver se se arranja uns bilhetes). Pelo meio temos os The Cinematic Orchestra e também o Yann Tiersen (*).
O Bom (ou melhor "Boa") - Russian Red
A espanhola, Lourdes Fernandéz de seu nome, que dá a cara pelo projecto foi uma agradável surpresa (eu sei que já tinha o álbum na minha biblioteca há não sei quanto tempo, mas passas-me tanta coisa, que não consigo dar vazão a tudo). As canções delico-doces ficam no ouvido e a voz dela é fabulosa.
O Mau - Foge Foge Bandido (aka Manuel Cruz)
Era nítido que a maioria das pessoas que enchia a sala estavam ali por ele mas nem isso não foi o suficiente para convencer. Na minha opinião foi o momento fraco da noite.
Começou por demorar eternidade em palco depois de ter sido anunciado. Entrou mudo e saiu calado. O concerto foi tão parado que estive, por diversas vezes, à beira de fechar os olhos e dormir. E, para completar o ramalhete, em plena promoção de um novo álbum (com um novo nome) que não funciona particularmente bem ao vivo, dá-se ao luxo de não cantar o single que, para além de ter sido a música lançou o projecto, é uma das melhores. É verdade que é uma forma de fugir ao óbvio e quebrar as regras mas, a mim, pareceu-me mais uma onda de vedetismo de alguém que já fez muito, sim, mas não é nenhum monstro sagrado da música portuguesa.
Foi uma desilusão salva apenas pelo trabalho em si. Há que admitir que o álbum é muito bom.
O Óptimo - Josh Rouse
Apesar do contratempo Cruz, a noite acabou muito bem. O Josh Rouse esteve em grande provando que da última vez estava mesmo doente e que eu estava enganada no que diz respeito à sua animação em cima de um palco.
Ele, de fato completo (o verdadeiro terno: calças, casaco e colete), a guitarra e o Raul Rodriguéz (ou seria Hernandéz?) deram espectáculo e animaram a sala com as canções antigas, as novas e as cantadas em espanhol (Valência baixou no rapaz).
Até os mais cépticos acabaram por gostar.