"Hmmm... o que é que vamos pôr este ano na janela? Vamos ser...
...ou Beatos?"
As dúvidas sobre que cores usar na decoração da árvore estão completamente demodé!

Tenho para mim que isto pode dar ideias a alguém e que o Sócrates ainda se arrisca a levar com uma Torre de Belém* nas fuças, ai arrisca, arrisca!
* E está cheio de sorte, antes a Torre de Belém que os Mosteiros dos Jerónimos!
E tudo graças à Miss Google Reader!
(e antes que perguntes: Sim, foi melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos!)
(Para quem não está a ver qual é, aqui fica o link já que "A incorporação foi desativada mediante solicitação" e eu não estive para a solicitar...)
Foi só por isso que ontem o meu volante não guinou, de repente, para a a esquerda e a Margarida Rebelo Pinto pode seguir descansada o seu passeio e bicicleta (ou biciclete????) na pacata vila de Paço d'Arcos.
(*) Se é que se pode chamar literatura ao que ela faz e se o que ela escreve for o pior que ela tem. Se calhar é melhor dizer "em prol da sociedade portuguesa". Haveria, sem dúvida, muito menos momentos irritantes na vida de todos!

Faz hoje uma semana que este blogue cumpriu dois anos de idade – gosto muito do uso do verbo cumprir, à espanhola, neste contexto, fico sempre com a sensação que nos estão a dizer “chegaste aos 30? Não fizeste mais do que a tua obrigação. E, ai de ti, que não cumpras os 95 a que ‘Deus nosso Senhor’ te destinou (já se sabe que os espanhóis são muito tementes a Deus). E depois não querem que se acredite que os suicidas vão direitinhos para o Inferno – e, mais uma vez, deixei passar tal efeméride em branco.
Bem, uma semana sempre é melhor que os 6 meses de atraso do ano passado!
Mas “prontus”, como mais vale tarde que nunca, aqui vai a devida vénia a este quadro que já foi de ardósia e que agora é de um material qualquer que, para além de esquisito, de certeza que não é reciclável. O que vale é que isto é tudo virtual, caso contrário a minha consciência não me deixaria dormir de culpa ecológica.
Entretanto, durante a minha ausência de… uma semana, irrompeu pela blogosfera adentro (ora aqui está mais uma bela expressão) uma senhora que começou tarde mas começou com toda a pedalada! Uma moçoila que pensa muito (às vezes demais) e bem (acha ela!). Fáxavôr de lhe fazer uma visita. Não digo isto por dizer ou porque ela me tenha pago(yeah right… fona como ela é, tal pensamento nunca lhe deve ter passado pela cabeça), digo porque a rapariga até tem piada e, e ainda agora chegou, já anda nervosa com o número de pessoas que lhe possa ter lido o blogue. Ah… e também porque é sangue do meu sangue!
Pelo quarto ano consecutivo não vou ter férias no verão. Aliás, este é o sexto ano consecutivo em que não tenho mais de 5 dias seguidos de férias.
Eu que até sou rapariga para preferir repartir os dias ao longo do ano para poder fazer as minhas viagenzecas pela Europa, que nunca tirei mais de 10 dias de férias seguidos, estava capaz de fazer uma loucura por 15 dias de papo para o ar, com areia nos pés, sal no corpo (e algum cloro) e uma tez ligeiramente bronzeada (nem com um mês as estorricar, a minha pele passa o nível do ligeiramente bronzeado).
Precisava de descansar o corpo e, principalmente, a cabeça. Não pensar em nada… ou pensar na minha vida. Fazer um balanço do que foi e do que eu gostava que ela viesse a ser.
Um mês de férias no outro lado do mundo também não era mal pensado. Passear no meio dos cangurus, ir ver a Ópera de Sidney, banhar-me no Pacífico, dar um pulinho à Nova Zelândia, fazer festas nas vaquinhas (sem pisar os seus presentes) e ver verde… muito verde.
Também podia ir passar uma temporada no Rio de Janeiro. "Viver" em frente à praia, beber água de coco, passear no calçadão, aumentar a colecção de Havaianas e Melissas, ir às compras, comer pão de queijo e farofa… fazer vida de novela. Era bom!
Mas não!
Quando a vida me dá uma oportunidade tirar umas férias dignas desse nome, ir para um destino de "sonho", sem data de regresso, o que é que eu faço? Aceito a primeira proposta trabalho que me fazem. Se ao menos pudesse dizer que é "o trabalho da minha vida". Mas não! Trabalho temporário a ganhar bem menos que no subsídio de desemprego (um dia destes talvez tenha paciência para explicar por A + B o porquê da minha decisão).
Resultado: a D. Inês vai ficar, mais uma vez, a trabalhar todo o verão e a ver e vai e vem (bronzeado) de toda a gente.
Tudo em nome da (so called) carreira. O 756 sei que me deixa Olaias… vamos lá ver onde é que esta me leva!
Parece que é o que está a dar!
Já não bastava andarem sempre a tentar impingir-nos novos serviços de telefone, internet ou pacotes de setecentos e oitenta e três canais, cartões de cliente, descontos ou brindes, agora, a moda nova, são os seguros de acidente/vida.
Eu até nem diria nada se as chamadas fossem de companhias de seguros. Também podia ser feitas de um qualquer banco à beira da falência. Agora da La Redoute??? Pior, da Foto Sport????
Primeiro, o que é que o cu tem a ver com as calças? Segundo, quem são os senhores da Foto Sport? Sou cliente deles? Desde quando? Ou melhor, até quando? Se pensarmos que não revelo fotografias vai para cinco anos…
Mas por que raio uma empresa de roupa por catálogo se haveria de lembrar de oferecer seguros de acidente? E uma loja de fotografia? O negócio não deve andar bom mas será que assim vai melhorar?
A crise está instalada e tem "tirado" muita coisa a muita gente mas, por outro lado, tem "dado" muita imaginação aos senhores de marketing. Um prémio para eles.
P.S. Como a cavalo dado não se olha o dente, sou detentora de um seguro de acidentes pessoais (oferecido pela minha querida La Redoute) que cobre tudo e mais alguma coisa… pelo menos até meados de Setembro.
…e a sua Banda também.
Já lá vão mais três dias e continuo de ressaca do concerto.
Gostava de fazer um rescaldo à altura mas não tenho capacidades para tal.
Resta-me dizer que, mais uma vez, excederam todas as expectativas.
Qualquer concerto de 2h é um belo concerto, agora, 2h30 de espectáculo num festival, só mesmo estes senhores. E se se tivessem alargado mais eu não me importaria. Quer dizer, se calhar acabaria por me importar, mais tarde, quando me apercebesse que tinha perdido duas amigas que já estavam a pontos de me matar e que lhes/me devem ter rogado muuuuitas pragas. (*)
Há alguns anos que ando a tentar deixar-me de alguns rótulos como "a melhor amiga", "a comida favorita", "o melhor filme de todos os tempos", "o dia mais feliz da minha vida", "o meu actor/actriz favorito", etc. Sempre que etiquetei alguém ou alguma coisa desta forma, acabei, invariavelmente, e por diversos motivos, por ter de "desetiquetá-la", de maneira que já tinha desistido de dizer que tinha "uma banda" favorita.
Mas, tal como há dois anos depois do concerto da DMB, a etiqueta voltou a ser posta. E desta vez desconfio que já não sai. São, sem dúvida, o meu grupo favorito. (**)
(*) Obrigadaaaaaaa… sei o que vos custou!
(**) E não vou tecer aqui comentários sobre o senhor que lhe dá o nome porque já não tenho idade para comportamentos de adolescente (já bem bastaram as 2h30 de sábado). Mas, vá… arrisco-me a dizer que, se não fosse uma "celebrity" a viver nos States, seria o homem da minha vida.

Além de amarelo, tem cara de parvo. Não é uma imagem bonita, não senhor.

